Já são quase três da manhã, 11 de janeiro de 2012, e eu não consigo dormir.
Pupila dilatada de sono não me falta, o problema é a ansiedade em finalmente poder colocar meus pensamentos pra fora de mim.
Hoje o dia amanheceu nublado, choveu, apareceu o sol. E eu só queria poder dizer pra alguém o quanto eu gosto do frio, e não suporto o calor. Talvez porque o calor me sufoca, me faz sentir como hoje, ontem, dias, meses atras. Ou por me identificar com o sol, que todos os dias se esconde pra lua brilhar.
Não sei, mas eu não me sinto bem quando o sol está ardendo.
Imagino que ele sinta a mesma dor que sinto. Que ele chore por dentro para ninguém perceber sua fraquesa, sua carencia. Com medo de que lhe dêem mais tempo para brilhar, apenas pelo sentimento de pena, ou culpa.
Ninguém deveria se sentir desconfortável ao ver e sentir arder o calor de tal estrela. Se ao invés de tanta reclamação e defeitos, fosse observado o motivo do ardor estar tão forte, talvez ele voltasse a ser notado apenas como uma dádiva de cada manhã.
Não é que o sol se sinta mal em satisfazer a lua todas as noites, mas nenhuma atenção e reconhecimento pelo mundo a fora, deixa qualquer ser deprimido, estressado, angustiado. Se os danos não forem reparados, vem uma explosão e BUM! só se resta o pó como lembrança.
Outro dia está começando, e esse que vai se findando foi diferente pra mim. Apesar de que conversar com o word não é muito satisfatório.
Meu show da manhã se aproxima, e lá vou eu disfarçar meu brilho fosco e inventar um pouco de vida. Porque assim como eu preciso, tem alguém por aí que eu ainda posso amparar.
Boa tarde!
Laura Nayara M. Aquino